A pesca é uma atividade extrativa que retira recursos vivos (peixes, moluscos e crustáceos) dos ambientes aquáticos, sejam eles provenientes de água doce, salobra ou marinha. Recursos pesqueiros são renováveis, uma vez que as populações de peixes se reproduzem e crescem naturalmente, dando a possibilidade de regeneração natural das populações exploradas.

Porém, quando as pescarias capturam peixes em quantidades superiores à capacidade natural de regeneração das espécies ou quando utilizam métodos e práticas de pesca que causam grandes danos aos ecossistemas, podemos causar impactos sérios no equilíbrio desses sistemas. Em situações extremas, essas populações podem ser reduzidas para níveis tão baixos que tornam a própria atividade pesqueira inviável do ponto de vista econômico. Isso é chamado de colapso de uma pescaria ou de um estoque pesqueiro.

Gerenciar uma pescaria é, portanto, encontrar uma forma de garantir que a atividade pesqueira possa ocorrer indefinidamente, compreendendo os níveis de impacto causados pela atividade pesqueira e dimensionando adequadamente esses impactos de tal forma que as populações exploradas e os ecossistemas impactados consigam se regenerar naturalmente.

A gestão pesqueira deve conduzir periodicamente estudos que forneçam estas respostas e discutir com todos os atores envolvidos as regras a serem aplicadas em cada pescaria de forma a evitar o colapso dos estoques e os impactos irreversíveis nos ecossistemas.