Julho 21, 2026
Toninhas: 5 curiosidades sobre um dos menores golfinhos do mundo
Por: Oceana
O TEMA: Proteger habitats
O Dia Mundial das Baleias e Golfinhos é celebrado anualmente no dia 23 de julho. Essa data foi instituída para alertar sobre a necessidade de proteção dessas espécies, fundamentais para o equilíbrio dos oceanos e verdadeiros ícones da vida marinha.
A costa brasileira é o destino de muitos desses mamíferos, como as baleias-jubarte, que nos visitam todos os anos em busca do local mais adequado para se reproduzir; os famosos golfinhos-nariz-de-garrafa, retratados em filmes e séries; e até as orcas, que, diferente do que muitos acreditam, não são baleias, mas uma espécie de golfinho!
Em meio a essa rica diversidade estão as toninhas: uma das menores espécies de golfinho do mundo e criticamente em perigo de extinção, justamente por conta dos riscos oferecidos pelas atividades humanas, como a pesca incidental, a poluição e a degradação de habitats.
Segundo o Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos do Rio Grande do Sul (Gemars), que trabalha com projetos de pesquisa e monitoramento da espécie, a toninha é o golfinho mais ameaçado de extinção da América do Sul. Essa informação é também um alerta para a necessidade de se conhecer mais sobre ela, como se distribui, qual o tamanho de suas populações e o que precisamos fazer para garantir a sua conservação.
Confira abaixo algumas curiosidades sobre essa espécie:
Única remanescente
Existem cerca de 72 espécies de golfinhos no mundo e, entre elas, a toninha é a única representante da família Pontoporiidae. Sua linhagem é muito antiga e indica um parentesco próximo com o boto-cor-de-rosa, que vive nos rios da Amazônia, como explica o projeto Toninhas do Brasil – referência mundial na pesquisa e conservação de cetáceos. De nome científico Pontoporia blainvillei, ela também é conhecida pelos seus diversos nomes comuns: boto-cachimbo, boto-amarelo, golfinho-do-Rio-da-Prata e franciscana.
Uma espécie que só existe por aqui
A toninha é uma espécie de golfinho encontrada apenas na região leste da América do Sul, no chamado Oceano Atlântico Sul Ocidental. Ela vive em águas rasas e costeiras que vão do Espírito Santo, no Brasil, passando pelo Uruguai, até a Argentina. Além disso, pode ser encontrada em águas estuarinas – ambientes de transição entre o rio e o mar –, como a Baía da Babitonga (SC) e os Complexos Estuarinos de Iguape-Cananeia (SP) e de Paranaguá (PR).
Um tamanho também no diminutivo
Como o próprio nome indica, a toninha é uma espécie de porte pequeno, sobretudo quando comparada com outros cetáceos. Seus filhotes nascem com cerca de 65 centímetros de comprimento. As fêmeas podem chegar a 1,75 metro e os machos a 1,60 metro, segundo dados do Gemars. Já uma baleia-azul, por exemplo, pode chegar a 35 metros de comprimento!
Mais de 200 dentes
Outra característica marcante da espécie é o tamanho de seu rostro – um bico longo e fino que marca sua fisionomia e é, comparativamente, o maior entre os cetáceos. É nele que estão os mais de 200 dentes da toninha! No entanto, esses dentes não são utilizados para fazer grandes refeições, e sim para comer pequenas presas, como lulas e peixes. Isso, claro, para os animais adultos, já que, como bons mamíferos que são, as toninhas filhotes se alimentam exclusivamente de leite materno nos primeiros meses de idade.
1 filhote a cada 2 anos
Por falar em filhotes, é na primavera o principal período de nascimento das toninhas! As gestações duram cerca de 11 meses e as fêmeas dão à luz a apenas um filhote a cada dois anos. Além disso, as toninhas se reproduzem só depois dos três anos e possuem ciclo de vida curto – a idade máxima já registrada é de 23 anos. Por esses fatores, cada nascimento é fundamental para a sobrevivência da espécie.
