A Oceana colocou em prática nos últimos dois anos um website que permitiu acompanhar a pesca da tainha praticamente em tempo real, chamado de Tainhômetro. O objetivo foi fortalecer a gestão pesqueira para torná-la mais eficiente e sustentável. A pesca é hoje uma das atividades humanas com maior impacto negativo nos ecossistemas marinhos.

O Tainhômetro possibilitou acompanhar a quantidade de tainhas capturadas e ajudar no monitoramento das cotas estabelecidas para a pescaria. O site disponibiliza ainda informações estratégicas sobre a pescaria, tais como: legislação, dados estatísticos e o monitoramento diário das safras.

Um dos maiores desafios para a proteção dos ecossistemas marinhos e sustentabilidade da pesca no Brasil e no mundo é a falta de transparência sobre toda a cadeia dessa atividade econômica. A prática de prestar contas à sociedade sobre o que é pescado, além de onde e como ocorrem essas capturas, ainda é um universo a ser desvendado. No caso brasileiro, esse tipo de abordagem é, hoje, praticamente inexistente.

“Queremos que a experiência do Tainhômetro seja usada como modelo para todas as pescarias do país. Nossa proposta é que o governo disponibilize online as informações necessárias para que o Brasil possa ter uma gestão pesqueira eficiente e baseada em dados científicos” afirma o diretor científico da Oceana no Brasil, o oceanógrafo, Martin Dias. 

Em meio a tantas mudanças institucionais na pasta federal responsável pela pesca no país, o monitoramento e a transparência acabaram por ficar de lado. A ausência de informações gera uma série de entraves para que se construa uma política realista e eficaz de pesca. As dificuldades em saber mais detalhes sobre a produção colocam uma nuvem em frente às possibilidades que podem se apresentar, bem como sobre os riscos de acabar com espécies importantes.

A seguir:

Transparência é fundamental para a proteção dos oceanos

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