A pesca de arrasto de fundo é a modalidade de pesca com mais alto grau de impacto sobre o ambiente marinho, capturando peixes juvenis, gerando descartes de peixes mortos ao mar, além de impactar diversas espécies ameaçadas de extinção. Estudos apontavam que a pesca de arrasto descartava até 70% do total capturado no Rio Grande do Sul, causando um impacto direto sobre mais de 20 mil pescadores gaúchos.

Sem nenhum controle efetivo, a pesca de arrasto reduziu a abundância dos estoques pesqueiros do Sul do Brasil e a oferta de peixes para milhares de pescadores locais, reduzindo também a rentabilidade da atividade econômica nesta região. Segundo os presidentes das colônias de pesca do estado, mais de 90% das indústrias de pescado do estado fecharam as portas nos últimos 30 anos.

Preocupada com isso, a Oceana concentrou esforços em afastar a pesca de arrasto de todo o mar territorial do Rio Grande do Sul, protegendo uma área de mais de 13 mil km² de costa. Em setembro de 2018, o governo do Rio Grande do Sul sancionou a Lei 15.223, que institui a Política Estadual de Desenvolvimento Sustentável da Pesca. Com ela, o estado passou a ter uma legislação para coibir práticas danosas de pesca, proteger ecossistemas marinhos, permitir o aumento da produtividade e garantir o futuro da pesca.

Essa é uma grande vitória para proteção de habitats e para restaurar a abundância do oceano.