Em 2014, com a Portaria 445 do Ministério do Meio Ambiente, ficou proibida a captura de espécies ameaçadas de extinção de interesse comercial da pesca. A medida causou conflitos com o setor pesqueiro e, no entanto, não foram adotadas medidas efetivas para evitar a captura, promover a proteção e recuperação destas populações.

Acreditando que é possível proteger e pescar, a Oceana propôs um modelo científico para recuperação dessas espécies embasado em planos para ordenar a atividade pesqueira, indo além da proibição da pesca que, sozinha, não se mostrou eficaz. Aprovado por representantes da academia, setor pesqueiro e pelo governo federal, os documentos geraram regras para a pesca publicados no Diário Oficial da União. Este novo modelo, uma vez implementado, deve possibilitar a recuperação das populações e ao mesmo tempo permitir a pesca sustentável.

A partir do modelo científico proposto pela Oceana, foram definidas medidas para a recuperação das populações e para o uso sustentável de sete espécies: o cherne-verdadeiro (Hyporthodus niveatus), o peixe-batata (Lopholatilus villarii), a garoupa-verdadeira (Epinephelus marginatus) , o  pargo (Lutjanus purpureus), a gurijuba (Sciades parkeri), o guaiamum (Cardisoma guanhumi) e o bagre-branco (Genidens barbus).