Patricia Majluf

Vice-Presidente do Comitê Executivo, Peru
Comitê Executivo

Patrícia nasceu e foi criada em Lima, Peru, em uma casa repleta de livros, a poucos quarteirões do oceano. Seus pais, ambos psiquiatras infantis, descobriram desde muito cedo a vocação de Patrícia como cientista e a encaminharam nesta direção.  Ela obteve sua graduação em Biologia em 1980 e completou seu doutorado em Zoologia na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, em 1988.

Patrícia dirigiu o programa privado de conservação e pesquisa mais antigo da costa do Peru, desde 1982. Ela começou estudando a ecologia e a reprodução de focas, mas logo dedicou sua atenção para questões de conservação que afetavam os animais que pesquisava, avaliando os impactos do El Niño e da pesca sobre as populações de focas e outras espécies marinhas. Desde seus primeiros dias no campo, ela tem liderado quase solitariamente todos os esforços para a conservação da vida marinha no Peru, promovendo com sucesso o estabelecimento do primeiro Sistema de Áreas Protegidas Marinhas no país (e na América do Sul), em 2009, além de criar uma consciência nacional sobre os impactos ecossistêmicos e socioeconômicos de grande escala da pesca da anchoveta (anchova peruana), a maior pescaria de uma única espécie no mundo pelo critério de peso.

A iniciativa mais bem-sucedida de Patrícia, a Semana Anchoveta, impulsionou um aumento direto no consumo deste peixe em escala nacional; até recentemente, a anchoveta era usada apenas para produzir ração e óleo de peixe e era exportada como alimento animal para as fazendas de aquicultura e pecuária. Desde então, as anchovetas têm se tornado um componente estratégico nas iniciativas sociais e de segurança alimentar do governo peruano.

Ela serviu brevemente como vice-presidente do conselho do Instituto Peruano de Pesquisa Marinha (IMARPE), em 2011, e como vice-ministra da Pesca em 2012, deixando o posto somente após trazer à atenção nacional a corrupção sistemática do setor pesqueiro no Peru. Ela fundou e dirigiu o Centro para Sustentabilidade Ambiental da Universidade Cayetano Heredia em Lima, de 2006 a 2015, liderando esforços para criar uma dinâmica econômica sustentável para os frutos do mar com chefs e restaurantes locais, além de sensibilizar o público para a atual crise global dos oceanos.

Pelo seu trabalho em conservação marinha, ela recebeu o Prêmio Charlotte Wyman para Mulheres em Conservação, o Prêmio Lindbergh, o Prêmio Whitley Gold, o Guggenheim Fellowship, o Prêmio de Conservação Marlin Perkins, o Prêmio Distinguished Service da Sociedade de Conservação Biológica, o Prêmio da Fundação BBVA de Projetos de Conservação da Biodiversidade na América Latina, o Pew Marine Fellowship e o Prêmio Summum de Sustentabilidade.