Março 13, 2018
É a hora do mar

A enorme riqueza marinha presente nos arquipélagos São Pedro e São Paulo (Pernambuco), e Trindade e Martim Vaz (Espírito Santo), vai ganhar o maior conjunto de áreas protegidas do Atlântico Sul após longos anos de espera. Desde 2012, vem sendo discutida a criação destas áreas de proteção, lar de peixes recifais que só existem na região além de aves migratórias, tubarões, arraias e tartarugas.
Apesar de sua vasta linha costeira, o Brasil protege atualmente menos de 2% do ambiente marinho na forma de Unidades de Conservação. A criação das áreas protegidas ao redor dos arquipélagos, ocupando quase 1 milhão de quilômetros quadrados, será um marco na história da conservação ambiental brasileira. As unidades compreendem as categorias Monumento Natural (Mona) e a Área de Proteção Ambiental (APA). A Mona – área de proteção integral que visa proteger ecossistemas raros, é cercada pela APA, que fica em mar aberto estendendo-se até 200 milhas náuticas.
A Oceana acredita que este é apenas o primeiro passo para a efetiva conservação da biodiversidade marinha. É preciso ampliar a área de proteção integral ao redor dos arquipélagos e garantir a conectividade destas áreas para de fato proteger espécies ameaçadas e ecossistemas vulneráveis. Tão importante quanto criar uma área protegida é implementar uma gestão eficaz.
A Oceana faz parte da iniciativa É a Hora do Mar (#ÉaHoradoMar), que reúne 37 organizações não governamentais na defesa da criação das áreas de proteção nos arquipélagos capixaba e pernambucano.
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