O desafio global No Waste Challenge premiou 16 projetos que propõem soluções para reduzir o desperdício e repensar o ciclo de produção e consumo. O prêmio é promovido pela plataforma independente What Design Can Do e, no Brasil, conta com apoio da Oceana.

Os critérios oficiais para a premiação foram: impacto, criatividade e design, viabilidade e escalabilidade. Entre as ideias que receberão recursos financeiros e apoio técnico para serem implementadas está o projeto brasileiro “Dapoda: design living lab”, enviado por alunos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP), que tem o objetivo de transformar os rejeitos das podas de árvore de São Paulo em matéria-prima para a criação de objetos e mobiliário urbano.

Foram mais de 1.400 projetos inscritos este ano, sendo 115 propostas apresentadas por brasileiros, e direcionadas para as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. “A grande participação na premiação mostra que as pessoas estão incomodadas com o atual modelo de produção linear, que gera quantidades insustentáveis de resíduos, e querem alternativas.”, afirma Lara Iwanicki, Gerente de Campanhas da Oceana e membro do Comitê de Seleção do prêmio no Brasil.

Foto: NoWasteChallenge

Anunciados em uma cerimônia online, da qual participaram os 85 projetos finalistas e membros do júri, os 16 vencedores irão receber 10 mil euros em financiamento cada um, além do acesso a um programa de desenvolvimento em que terão mentoria especializada para que seus projetos sejam implementados.

“Recebemos muitas inscrições, o que mostra que designers do mundo inteiro querem fazer parte dessa mudança. Escolher os finalistas e, depois, os vencedores, foi muito difícil pros jurados.”, afirmou Bebel Abreu, diretora do WDCD São Paulo & Rio.

Saiba mais sobre os projetos vencedores e a premiação.

A seguir:

“A poluição plástica é um problema transfronteiriço: o mar não tem limites para o que é jogado nele”

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