Oceana facilitará diálogo sobre a recuperação dos estoques da lagosta



17 Junho 2019

A implantação de cotas para a pesca da lagosta, a exemplo do que ocorre com a tainha em Santa Catarina, foi discutida durante a 11ª Sessão Ordinária do Comitê Permanente de Gestão da Pesca da Lagosta (CPG-Lagosta). Realizada nos dias 11 e 12 de junho, em Fortaleza (CE), a reunião contou com a participação de representantes do governo, setor produtivo e sociedade civil.

Os membros do CPG defenderam a necessidade de mais pesquisas com base em dados científicos  para avaliação dos estoques. Também foi discutida a realização de um trabalho junto às comunidades pesqueiras sobre a implantação de cotas de captura, ainda desconhecida por parte dos pescadores artesanais.

A Oceana se comprometeu a facilitar o diálogo entre as partes envolvidas para que haja consenso sobre a gestão da pesca da lagosta. “Vamos apoiar rodadas de discussão com os movimentos da pesca artesanal para que eles opinem sobre o sistema de cotas de captura e as demais medidas necessárias para fortalecer a pesca sustentável. A participação da pesca artesanal e dos movimentos é essencial”, destacou o diretor científico da Oceana Brasil, o oceanógrafo Martin Dias.

A pesca da lagosta é uma das atividades mais importantes no país. Possui caráter artesanal em sua produção, com embarcações de pequeno porte e técnicas de captura com armadilhas. No entanto, o uso de aparelhos de pesca proibidos – como os compressores (pesca subaquática) e redes – costuma ser frequente, ameaçando os estoques disponíveis. Além disso, o processamento e a comercialização têm enfoque empresarial. Dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços mostram que a exportação de lagosta movimenta mais de 70 milhões de dólares todo ano.

A reunião do CPG-Lagosta foi realizada na Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em Fortaleza. A Oceana transmitiu ao vivo pelos canais no Facebook e no Youtube. A iniciativa faz parte das estratégias da organização para fortalecer a transparência e engajar a sociedade na construção de políticas públicas para a preservação dos ecossistemas marinhos e promoção da pesca sustentável.