Oceana no Canadá defende medidas de proteção para baleia-franca-do-Atlântico-Norte



02 Agosto 2019

As baleias-francas-do-Atlântico-Norte estão entre as baleias mais ameaçadas do planeta. Restando aproximadamente 400 desses animais e menos de 100 fêmeas reprodutoras, a morte de qualquer indivíduo dessa espécie é muito grave. Desde junho, foram registradas seis mortes em águas canadenses, das quais quatro eram fêmeas. A causa da morte de três delas foi confirmada como “trauma por ação contundente”, típica de colisões com navios.

A gravidade da situação levou organizações da sociedade civil a enviar ao governo canadense uma declaração com medidas para proteção dos mamíferos. O documento, assinado pela Oceana no Canadá, Ecology Action Centre, Sierra Club Canada Foundation, World Wildlife Fund Canadá, International Fund for Animal Welfare e Humane Society International Canadá descreve ainda o cenário de risco para a espécie.

As medidas de proteção incluem ampliação da área que restringe a velocidade de navios, bem como multas às embarcações que desrespeitarem o limite máximo estabelecido. Estudo identificou que baleias fora da área de desaceleração correm maior risco de colisão com navios. Ainda, foi registrado 111 casos de descumprimento das atuais restrições de velocidade.

Foi proposta ainda a criação de uma “força-tarefa de emergência” composta por pesquisadores, sociedade civil e representantes do governo para desenvolver soluções adaptáveis e fornecer análises contínuas. Isso ajudará a determinar em tempo hábil as causas de morte do mamífero, informando melhores medidas de proteção.

Além de abordar a crise imediata, o grupo pede que o governo canadense atualize continuamente políticas para proteger a espécie no longo prazo. Para tal, é apontado melhorias no financiamento e capacitação para pesquisa, além de monitoramento e uso de dados para prever e rastrear a movimentação da baleia-franca-do-Atlântico-Norte.

AMEAÇA

As baleias-francas-do-Atlântico-Norte costumavam vagar pelo oceano em grandes quantidades, mas sua população foi dizimada pela caça no século 19. Mesmo protegidas contra essa atividade desde 1935, elas ainda enfrentam muitas ameaças, incluindo colisões com navios, enredamento em redes de pesca, ruídos e poluição. Um estudo recente concluiu que, de 2003 a 2018, nos casos em que foi possível determinar a causa da morte, 90% dos indivíduos morreu por colidir com navios ou por ficar presa em redes de pesca.

Leia a declaração na íntegra aqui.