Projeção no Congresso Nacional marca o Dia Mundial dos Oceanos e alerta para urgência de lei nacional para reduzir plástico descartável



09 Junho 2021

Foto: Filipe Duque

Na noite da última terça-feira, 8 de junho, o mar chegou ao planalto central. Inundou as duas torres e as cúpulas do Congresso Nacional, em Brasília, para reforçar junto aos parlamentares e à população a necessidade de uma lei nacional que regulamente a produção e o uso de plásticos descartáveis. O oceano, visto por meio de imagens projetadas no edifício-sede do Legislativo federal, sofre sérios impactos da poluição por plásticos, especialmente por itens de uso único.

“Precisamos de uma legislação federal que estabeleça limites de produção para frear a poluição marinha por plásticos. Sem mudanças imediatas na maneira como a sociedade está submetida ao uso do plástico descartável, a quantidade desse resíduo que entra no ambiente marinho triplicará nos próximos 20 anos, causando ainda mais danos ambientais, sociais e econômicos”, alertou o diretor-geral da Oceana, o oceanólogo Ademilson Zamboni.

O Brasil é o maior produtor de plásticos da América Latina e o quarto maior produtor do mundo. No país são gerados, a cada segundo, 15 mil itens de plástico. Dados do relatório Um oceano livre de plástico, publicado pela Oceana, mostram que somente o país polui o oceano com 325 mil toneladas de lixo plástico por ano. Esse lixo chega ao mar levados pelas chuvas e pelos ventos, após serem descartados nas cidades e/ou em lixões a céu aberto.

“Em todo o mundo, um dos principais desafios para manter o equilíbrio dos ecossistemas marinhos é reduzir essa poluição. No Congresso Nacional, seguimos firmes em nossa missão”, assinalou coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista do Congresso Nacional, deputado federal Rodrigo Agostinho (PSB/SP), que lidera a ação em parceria com a Oceana. “Esta é uma manifestação legítima, pacífica, silenciosa e carregada de muita simbologia. Queremos chamar a atenção da sociedade brasileira e sensibilizar sobre a importância de proteger nossos oceanos e espécies marinhas”, reforçou.

Os oceanos constituem dois terços da superfície terrestre e são o principal regulador térmico do planeta. O Dia Mundial dos Oceanos começou a ser celebrado por vários países durante a Rio-92, embora a data tenha sido oficialmente instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2008.

Promovida pela Oceana em parceria com o deputado Rodrigo Agostinho, a iluminação com projeção mapeada no Congresso Nacional consistiu em um vídeo curto, repetido das 19h às 21h. Não foram realizados eventos, respeitando o momento em que vivemos devido à pandemia por covid-19.