Raia considerada criticamente ameaçada é pauta em reunião no Rio Grande Do Sul



01 Abril 2019

Em reunião realizada no dia 15 de março, no Rio Grande do Sul, pescadores artesanais abriram debate sobre a situação das populações de raia-viola (Pseudobatos horkelii) na região. A discussão reuniu representantes da Oceana, da Universidade Federal de Rio Grande (FURG), da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER), do Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos do Rio Grande do Sul (GEMARS), do Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (Nema), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), da Prefeitura de Rio Grande, do Conselho Gaúcho de Aquicultura e Pesca Sustentáveis (Congapes), e de armadores de pesca.  

A espécie tem sua pesca proibida, mas é capturada de forma incidental por algumas pescarias da região e acabam sendo descartadas no mar, o que dificulta o monitoramento. Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) defendem que seja dada a devida atenção a esse cenário, pois essas áreas de pesca são ambientes de reprodução da raia-viola, extremamente importantes para a espécie.

“Precisamos gerar dados científicos atualizados sobre esta espécie. O desenvolvimento de pesquisas sobre a situação da raia-viola no Rio Grande Do Sul é chave para proteger a espécie e também para o ordenamento da pesca na região”, afirma o diretor científico da Oceana, o oceanógrafo, Martin Dias.

Os pescadores da região se colocaram à disposição para fornecer dados e ajudar no monitoramento. A discussão segue para o Conselho Gaúcho de Aquicultura e Pesca Sustentáveis.