Seminário discute vulnerabilidade e resiliência das comunidades pesqueiras



27 Novembro 2020

Nos dias 17 e 23 de novembro aconteceu o Seminário Online Vulnerabilidade e a Resiliência das Comunidades Pesqueiras Nordestinas frente ao Óleo e à Covid-19 o objetivo foi compartilhar os resultados da pesquisa realizada com lideranças, desenvolvida pelo Projeto Aliança em defesa dessas comunidades. O evento, voltado para pescadoras/es, marisqueiras, pesquisadoras/es e gestoras/es públicas/os, reuniu 59 pessoas nos dois dias. 

O seminário é parte da metodologia do trabalho e teve como propósito validar o modelo de análise de vulnerabilidade e resiliência na pesca artesanal e co-construir recomendações para aumentar a resiliência das comunidades pesqueiras. 

No primeiro encontro, as pesquisadoras da Aretê Socioambiental, a cientista social Isabela Curado e a biológa Érika Guimarães, que desenvolveram a pesquisa, apresentaram os resultados encontrados sobre os impactos do óleo e da Covid-19 na vida das pescadoras e pescadores em diferentes categorias, como organização social, apoio do governo e renda. Foram analisados os aspectos que causaram mais vulnerabilidade e aqueles que promoveram resiliência das comunidades frente aos desafios. Os participantes foram divididos em grupos, de modo que todos pudessem dar sugestões nas referidas categorias.

Sobre os resultados da pesquisa, Isabela Curado destaca que “a resiliência, aqui entendida como a capacidade das comunidades reagirem a eventos e situações adversas -  está associada a vários fatores e à maneira como eles se interrelacionam no território, como a garantia de acesso aos territórios pesqueiros, a diversidade de ecossistemas e de artes de pesca, a organização social  das comunidades, a parceria com o terceiro setor e com as instituições de pesquisa e as políticas governamentais disponíveis”. 

No segundo momento, que aconteceu na tarde do dia 23, os participantes foram convidados a refletirem, também em grupos, sobre propostas para aumentar a resiliência das comunidades. De acordo com Érika Guimarães a realização do Seminário foi uma etapa importante de escuta e construção coletiva com os diferentes segmentos e atores presentes.   Quanto às recomendações construídas coletivamente, lembra ainda “elas devem contribuir para orientar novas iniciativas da Aliança em Defesa da Pesca Artesanal e influenciar políticas públicas para o fortalecimento da pesca artesanal. Além disso, podem permitir aos pescadores e pescadoras fortalecer suas ações em defesa dos seus interesses coletivos”.